Tudo é Só - Tudo e Só

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007:

"Por Um Big Brother mais real."

Hoje venho mais do que expressar, venho desabafar. O alvo desta vez é o mais assitido reality show brasileiro, o Big Brother.
Minha indignação é provinda mais especificamente desta 7ª edição.

A correria do dia-a-dia tem feito com que cada vez menos possamos nos dar ao luxo de nos preocupar com uma alimentação correta e balanceada. Apesar de Ronald e companhia até inventarem as saladas ( que aliás são, em média, 35% mais caras do que o número 1), é mais fácil engolir umas batatas e aquele "enorme" big mac.

É tendência mundial: com cada vez menos tempo, a população mundial está se tornando mais gorda.

De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, já em 2003, 41% da população masculina e 40% da feminina está acima do peso.

E o que isso quer dizer?
Que dos 16 participantes que entraram para o BBB , no mínimo 6 deveriam estar acima do peso. E digo mais. Faria toda a questão de que pelo menos dois deles fossem de fato gordos.

Imagina como seria divertido ver a gordinha encolhendo a barriga para fechar a calça antes de ir à festa da comida italiana; o gordinho felpudo saindo da piscina ou ainda o casal de gordinhos alcoolizados se pegando no meio dos edredons.

Os gordos, os gordinhos, os cheinhos, os fofinhos e até mesmo os balofos são ícones de bom humor e risadas. É por isso que o Jô Soares é engraçado e o Tom Cavalcante não (isso é um juízo de valor, o leitor pode não compartilhar da mesma opinião).

A emissora só tem a perder excluindo esses seres de enorme luz interior do elenco escolhido para participar do programa.
Eu, como representante do contingente populacional com excesso de peso, defendo o movimento por um Big Brother gordinho.

Se nós, população com alguns quilos a mais, bombardearmos a Globo com filmes nossos procurando participar do próximo programa, o que eles farão??

Então vamos lá...coloque o seu menor biquíni ou sunga e dance.....dance como ninguém pudesse ver....inove, pule, role, se pinte, rebole. Grave tudo numa qualidade onde se possa dar zoom de mil vezes e envie para a produção do programa.

Esvaziemos a piscina da casa no próximo ano.

E que a Globo nunca mais venha com aquele monte de gente sarada, gostosa e bronzeada cuspindo um padrão estético incondizente com mundo moderno. Aquele Surreality Show.

Seja gordinho. Tenha 28 dentes brancos e alinhados para sorrir e espalhar alegria por aí.

Ninguém precisa ser sarado para ter mulheres bonitas. Compre uma BMW e um apartamento no Guarujá e tudo estará resolvido.


Que me desculpem os magros mas uma gordurinha é fundamental.














Guilherme de Marchi Retz // 1:38 AM

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Segunda-feira, Janeiro 15, 2007:

Deus em Miami e os Milhões da Igreja.

Não sei porque a imprensa insiste em bater na tecla da prisão dos bispos Estevam e Sônia, fundadores da Igreja Renacer em

Cristo.
Detidos na terça-feira, no aeroporto de Miami com 56 milhões de dólares não declarados.

Mas e daí gente?? Deus não é onipresente? Então se a imprensa não explica, eu faço essa parte.

Pois bem. Janeiro, férias, diversão, relaxamento.
Acontece que nem Deus, que é brasileito como todos sabem, é de ferro e como bom consumista, o que ele decidiu fazer pra

relaxar??? COMPRAS EM MIAMI, é claro!

Acontece que Deus tinha esquecido absolutamente de colocar na planilha de janeiro/07 os gastos com IPVA, Seguro Obrigatório,

Pagamento de 13º dos funcionários, dos suplentes e dos ajudantes contratados sem concurso público.

Já no Free Duty do Aeroporto Internacional de Miami, Deus se lembrou dessa pequena falha no planjamento orçamentário do mês,

e antes que os arcanjos pudessem abrir uma CPI investigando o sumiço da verba, foi ao Bank Boston mais próximo e com o seu

cartão internacional pôde fazer o depósito do montante necessário para a realização dos devidos pagamento na conta do Centro

de Endosso Umano (CÉu). Feito isso, ele pôde partir para as compras sem medo de torrar todo o dinheiro. Caso contrário

poderia ser enquadrado por desvio de verba.

Deus chegou por lá no dia 2 de janeiro, depois de curar a ressaca do Reveillòn e achava que com o dinheiro que carregava

poderia se divertir o suficiente e relaxar para voltar com as pilhas recarregadas para o trabalho. Ma ocorreu um probleminha.

Numa mega liqüidação de um dos principais magazines de lá, Deus excedeu o limite diário do cartão e ao invés de devolver

alguns produtos, pediu para que seus assessores Estevam e Sônia levassem o dinheiro até lá ou ele não poderia deixar a loja

já que a dívida estava feita.

Sônia e Estevam, então, em nome de Deus, embarcaram com dinheiro escondido inclusive na bíblia. Afinal era a palavra do

Senhor que deveria ser cumprida.

Não declararam porque é começo de ano, o orçamento é apertado mas foi em nome de Deus.

Agora pagaram a fiança.....eles não né...Deus pediu um empréstimo urgente com juros de quase 10% ao mês para libertá-los.
E quem paga os juros? O fiel rebanho do senhor que pode optar por pagar até mesmo com o cartão de débito.


Guilherme de Marchi Retz // 12:23 AM

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Sexta-feira, Janeiro 12, 2007:

E o tudo é só.
Nada é muito.

Eu já percebi que quando as coisas parecem cabeludas demais, é culpa da minha cabeça cansada que insiste em persistir na inércia e teme por se cansar demais.

Nada; exceto as grandes guerras, avalanches, tremores de terra, erupções e tsunamis; é tão grande a ponto de fazer com que seja realmente necessário fugir e se esconder.

Tudo ou quase tudo é só uma coisinha boba. Respira, você é sempre maior que o problema. Meu pai costumava dizer que a diferença entre os bons e os maus jogadores de futebol é a diferença com a qual eles tratam a bola. Para Pelé, Zico, Ronaldos, a bola é um brinquedinho tipo "vem bolinha, vem pro pai...vem, vamo brincar". Já para os jogadores varzeanos a bola é uma rainha, uma deusa, algo grande.

Como os grandes jogadores tratam a bola, creio que seja o melhor jeito de tratar os problemas. Se você parar e respirar antes de se desesperar, as coisas se tornam bem menos monstruosas.

Quando eu acho que tô fudido olho à minha volta e sempre percebo que poderia ser pior. E mesmo que fosse não seria tão ruim assim. Quando a gente acha que está no fundo do poço, não contamos com o alçapão.

Já diria Black Eyed Peas "No, No Drama. No No No Drama"
Guarde as lamentações pra quando realmente não houver outro jeito.

Nada é tanto.
Tudo é só.

Guilherme de Marchi Retz // 4:43 AM

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